De ferramentas fragmentadas a um ecossistema de assessoria. Conectando estratégia, produtos e serviços para orientar o trabalho do assessor e criar condições para escalar.
Client
XP Inc.
Role
Design Specialist · Product Strategy · Service Design · Design Systems
Tools
Figma, After Effects, LottieFiles
Contexto
O ecossistema de assessoria reunia ferramentas para acompanhar clientes, analisar carteiras, identificar oportunidades e executar operações. Essas capacidades estavam distribuídas entre produtos, canais e fontes de informação. O assessor precisava reunir os dados, reconstruir o contexto e decidir o próximo passo. Minha atuação foi conectar esse diagnóstico a uma visão de serviço e orientar sua tradução em produtos, princípios e mecanismos de escala.
Escopo e colaboração
Escopo: Hub Web, Hub Mobile, CRM, Simulador de Carteiras e Comissões.
Colaboração: Times de negócio, produto, design e tecnologia. Discovery com participação de 30+ stakeholders e 100+ assessores B2B/B2C.




A estratégia por trás do resultado
O assessor precisava integrar manualmente informações e ferramentas para realizar seu trabalho. A falta de conexão entre produtos e serviços fragmentava a experiência e dificultava a organização das atividades.
A partir desse diagnóstico, construímos uma direção compartilhada: o Hub como cockpit de trabalho do assessor, conectando informação, prioridade e ação. Essa visão articulou cinco frentes de produto e usou o Design System como base para garantir consistência e acelerar as entregas.
Com o reuso de componentes, o tempo de desenvolvimento, inicialmente estimado em seis meses por dashboard, foi reduzido para um mês por dashboard. Assim, entregamos as três dashboards — Performance, Relacionamento e Operacional — em apenas três meses.

O problema
O assessor tinha acesso aos dados, mas precisava reunir informações dispersas em diferentes fontes para compreender o contexto e tomar decisões. A falta de conexão entre as ferramentas exigia alternar entre plataformas para acompanhar clientes, identificar necessidades e executar ações. Os sinais de oportunidade nem sempre se traduziam em prioridades claras sobre onde concentrar atenção e esforço.
Na operação, processos manuais e demorados, somados à pouca visibilidade sobre a jornada do cliente, dificultavam o acompanhamento. A análise de performance também exigia um esforço adicional: para explicar os resultados da carteira, era necessário relacionar seu histórico, a volatilidade do mercado e o comportamento dos investimentos.
Os objetivos
Orientar o trabalho do assessor aproximando informação, contexto e próximos passos em uma experiência mais clara e acionável. Conectar produtos, capacidades e canais para criar continuidade ao longo da jornada e, a partir de princípios, componentes e práticas compartilhadas, sustentar a evolução do ecossistema com mais consistência, produtividade e escala.
Minha contribuição para o produto
01. Transformei discovery em direção estratégica
Sintetizei entrevistas, imersões, workshops e jornadas em três necessidades: clareza para agir, inteligência para priorizar e contexto para decidir.
O desafio deixou de ser funcional e passou a ser sistêmico: conectar produtos, processos, dados e serviços.
Evidência → insight → framing → direção.
02. Conectei os insights a uma Service Vision
Estruturei o Hub como o cockpit do assessor: organizar prioridades, transformar dados em sinais acionáveis e conectar produtos, canais e contexto do cliente.
A visão criou uma referência comum para orientar decisões entre Produto, Design e Tecnologia.
03. Organizei o portfólio como ecossistema
Defini o papel de cada capacidade e como elas se conectavam ao longo da jornada.
Hub Web — contexto e prioridades.
Hub Mobile — continuidade da experiência.
CRM — relacionamento e automação.
Simulador — apoio à decisão.
Comissões — eficiência operacional.
Meu foco foi orquestrar essas relações, reduzindo sobreposição e fragmentação.
04. Traduzi a estratégia para a rotina do assessor
Organizei a experiência em três contextos:
Performance — resultados e indicadores.
Operacional — atividades e pendências.
Relacionamento — prioridades e contexto do cliente.
Essa lógica orientou informação, hierarquia e ação.
Informação → contexto → prioridade → ação.
Minha contribuição para os times
Estabeleci critérios compartilhados de design. Princípios de clareza, consistência, simplicidade e significado ajudaram diferentes times a explorar, discutir e avaliar soluções.
Conectei Design System e estratégia de produto. Soma Core + Team Components combinaram uma base compartilhada com padrões específicos. O equilíbrio era padronizar o que se repetia e preservar as necessidades de cada contexto.
Aproximei intenção e implementação. Alinhamento inicial, exploração, Design Review, handoff e validação com tecnologia conectaram experiência, interface e tokens.
Processo: Framing → exploração → review → handoff → validação → evolução.
O que mudou na forma de trabalhar
Criei uma direção comum entre produtos, conectando a Service Vision às necessidades reais da operação.
Estruturei uma base reutilizável, permitindo que componentes e padrões evoluíssem entre diferentes experiências.
Estabeleci critérios de evolução, aproximando estratégia, craft e implementação por meio de princípios, reviews e validações.
Minha atuação como especialista esteve nessa conexão: transformar evidências em direção e criar as condições para que diferentes times a aplicassem com consistência.

Os resultados
6 meses → 1 mês
Redução no tempo de desenvolvimento da Dashboard Performance com adoção do Design System.
12 → 6 sprints
Redução de 50% nos ciclos de entrega registrados no comparativo.
1 mês · 2 sprints
Evolução das experiências de Relacionamento e Operacional com reuso de componentes e padrões.
+80% de agilidade reportada nessa evolução.
5 frentes conectadas
Hub Web, Hub Mobile, CRM, Simulador e Comissões orientados por uma visão comum de ecossistema.
Fonte: Soma Metrics e artefatos originais do case.
NPS, receita e retenção foram objetivos estratégicos, mas não possuem resultados quantitativos documentados que permitam atribuição direta.
Em retrospectiva
Uma visão de ecossistema só gera valor quando chega às decisões do dia a dia — prioridades, arquitetura, componentes e critérios de qualidade.
O Design System se torna estratégico quando responde às necessidades reais dos produtos. E a estratégia ganha escala quando os times conseguem traduzi-la em decisões consistentes.
Como próxima evolução, eu aprofundaria a mensuração do impacto na rotina do assessor: tempo para concluir tarefas, continuidade entre canais e uso das ações de relacionamento, conectando eficiência de entrega ao valor percebido na operação.



